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domingo, 23 de maio de 2010

“Os partidos de sustentação estavam envolvidos até os cabelos nas irregularidades”

Por Felipe Baierle
O ex-assessor de imprensa de Yeda, Joabel Pereira, deu a entender ontem (20/05) que tem conhecimento sobre as práticas ilícitas da base governista ligada ao escândalo do Detran. E mais, disse para quase 30 estudantes de jornalismo que a governadora sofreu assédio por cargos nas ocasiões de maior crise. “Tinha deputado que chegava e dizia ‘dessa vez vou ter que votar contra (na CPI) por que até agora não chamaram o estagiário que indiquei pro Banrisul’”, relatou.

As revelações surgiram durante entrevista coletiva aos estudantes da disciplina de Assessoria de Imprensa da Faculdade de Comunicação da PUCRS. Joabel fez uma breve avaliação dos erros que o governo teria cometido na administração da crise política entre 2008 e 2009, quando trabalhou com Yeda, e culpou principalmente os partidos aliados pela piora da situação.


Segundo ele, ao contrário do ex-presidente Collor, que na época do escândalo de corrupção que o levou ao impeachment contava com a ajuda de um grupo de parlamentares apelidados de Tropa de Choque, a governadora tinha uma Tropa do Cheque. “Todo mundo queria os dividendos”, explicou.

Se a denúncia se confirmasse, os responsáveis poderiam ser enquadrados por extorsão e pegar pena de quatro a dez anos de prisão. Entretanto, o ex-assessor recuou quando questionado sobre os nomes dessas pessoas e disse que teria apenas usado uma “figura de linguagem”.

Os desvios de verba do Detran e Banrisul continuam com diversas questões mal resolvidas. Apesar das muitas denúncias, até hoje quase ninguém foi punido. É como diz Joabel se referindo à sua experiência como assessor de imprensa do TRT, onde trabalha atualmente: “A verdade é aquilo que se prova”.

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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Cpers quer novas eleições para salvar o RS e pede impeachment de Yeda Crusius

Felipe Baierle
Cerca de dois mil manifestantes realizaram uma marcha que saiu da Casa do Gaúcho e se dirigiu até o Palácio Piratini no último dia 14 de maio. Os professores, movimentos sociais, partidos e ativistas cantaram aos brados gritos como “Ei, Yeda, pede pra sair”.

A chuva constante e gelada que caiu durante todo o ato não conteve a caminhada iniciada às 10h30. Vários cartazes de denúncia e palavras de ordem animaram os manifestantes que não tiveram medo da chuva.

O Cpers se baseia nas frequentes acusações feitas e refeitas à governadora, como da revista Veja por exemplo, para pedir que ela saia do comando do Estado.

– Hoje nós vemos as provas, e elas mostram que essa governadora, de fato, não tem condições de estar à frente do Rio Grande. Ela envergonha a história do nosso estado, e se continuar dentro do palácio, vai atrapalhar as investigações. Ela precisa sair já – discursou a presidente do Cpers, Rejane Oliveira.

Também falaram no carro de som, partidos como PSTU e PSOL, além de alguns sindicatos aliados a causa da ética no Rio Grande do Sul. Nos próximos dias o Cpers promete continuar se movimentando contra Yeda. Os aliados do Sindicato continuam aumentando. Cada vez mais escolas participam dos atos e mais professores se sentem ameaçados com a retirada de direitos sinalizada pelo governo com a possibilidade de revisão do plano de carreira dos professores estaduais.

É como diz a propaganda do Cpers na televisão: agora vai pegar fogo.

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